quarta-feira, 1 de agosto de 2007

A filantropia da Fundação de Bill e Melinda Gates

Este link (clicando aqui) traz um texto interessante sobre a atuação da Fundação mantida com recursos da fortuna de Bill e Melinda Gates. Em resumo, em 2004 eles se aproximaram de um grupo de pesquisas na Argentina que havia desenvolvido uma forma de tratamento para a Doença de Chagas. O tratamento em corações severamente danificados pela doença foi feito com sucesso empregando células-tronco dos próprios pacientes (futuramente, pretendo abordar aqui algumas questões sobre a pesquisa com as chamadas células-tronco embrionárias).
Segundo os autores, a pesquisa, diagnóstico, protocolos de tratamento e tudo o mais envolvido com a Doença de Chagas é feito pelo setor público - universidades, hospitais, órgãos da administração pública etc - e é fácil saber o porque disso. É uma enfermidade de pobres em países pobres. Para estes as verbas de pesquisa não fluem tão facilmente, mesmo em se tratando de financiamento na área da saúde, atratoras notórias de recursos.
Representantes da Fundação de Bill Gates aproximaram-se dos pesquisadores argentinos oferecendo apoio, mencionando possível apoio da ordem de 2 milhões de dólares. Os pesquisadores então elaboraram um projeto detalhado (que levou mais de dois meses para ser redigido) submetido à avaliação dos representantes da Fundação americana.
Qual não foi a surpresa dos pesquisadores quando tomaram conhecimento de que a Fundação Gates achou por bem oferecer o projeto à iniciativa privada, porque entendiam eles que ela seria mais eficiente (nem sei porque se preocuparam em se justificar) para tocar o projeto.
Tudo está devidamente documentado no site do Institute of Science in Society, em artigo escrito pela pesquisadora Lilian Joensen, com nomes de pessoas e e-mails de envolvidos no processo bem como links para notícias publicadas na imprensa e em periódicos científicos que relatam os avanços das equipes argentinas no combate à doença de Chagas. Em inglês, infelizmente.

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