terça-feira, 10 de setembro de 2013

Não existem "cidadãos de bem". Há apenas cidadãos.

Constato, assustado mas pouco surpreso, o retorno da expressão "cidadão de bem" à retórica da justiça brasileira. De má fama, tanto que só persistia encurralada nos berrantes programas policialescos ou na cabeça dos direitóides mais obtusos.

Agora, no alvará de soltura dos presos políticos de sete de setembro, leio a malfadada expressão.

Imaginei que, trinta anos após o fim da ditadura, seria desnecessário ensinar à justiça que não existem "cidadãos" ou "cidadãs" "de bem". Há apenas cidadãos, natos. Só. A justiça deveria ser a primeira a reconhecer isso. Pelo que vejo, voltou ao fim da fila.

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