sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O pós-Fora do Eixo

Talvez me arrependa por bancar o adivinho. Mas o turbilhão de fatos, relatos, dúvidas e o escambau, em fluxo incessante desde a entrevista que o Pablo Capilé e o Bruno Torturra concederam ao Roda Viva, sugerem que começou a decadência, lenta mas inevitável, do "coletivo FdE". A intelectualidade orgânica ao FdE talvez chame essa dissolução de "devir picaretal das parcialidades denunciantes".

Um dos fatos mais estupefacientes até agora revelados é o modus operandi empregado pelo FdE, misto de seita mística associado a comportamento monopolista, típico do crime organizado (de onde derivam a hostilidade contra quem não adere e a intimidação moral contra quem desiste).

Digo tudo isto porque, à medida que o castelo continuar ruindo, essas pessoas lançarão mão do discurso vitimizante. Dirão que são perseguidos pelos barões da "velha mídia", que vê o FdE como "ameaça" e que, por isto, e apenas por isto, resolveu caçá-los. Impiedosamente. Tudo falso, mas conveniente.

Eu desconfio que a cúpula do FdE deve estar tomada pelo arrependimento. Arrependimento de ter ido ao Roda Viva, claro. O ranger de dentes deve ser audível por quem passa na rua. A serem verdadeiros os relatos dos que abandonaram a seita - e os relatos têm muita, muita credibilidade - aqueles que lá permanecem devem estar sendo bombardeados ainda mais intensamente com discursos de auto comiseração, pressionados à reação e à defesa incondicional "do coletivo".

De tanto falar em pós isso ou pós aquilo, quem sabe não tenha chegado o momento do pós-Fora do Eixo? Tomara.

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