As duas crises do modelo da "velha mídia" são de (a) financiamento (o famoso "modelo de negócios") e (b) de credibilidade. Esta última é mais brasileira do que mundial, enquanto a primeira acomete as mídias do século XX em todo lugar.
Aqui, os bastiões da velha mídia tentaram, em parte, resolver a crise de financiamento construindo nichos de mercado. Veja, Globo e UOL/Folha embarcaram nessa. O Estadão já pertencia ao nicho conservador e só acentuou o tom.
Agora, me parece que ainda dentro da mesma estratégia, mas buscando alargar o nicho, o Estadão reagiu, voltando a dar espaço ao jornalismo imparcial - ou à ambição de construir um jornalismo imparcial. Não é muito, por enquanto. Mas é melhor que nada.
Neste link, lemos o Estadão anunciando que os médicos formados em escolas de medicina cubanas foram os mais bem avaliados no Revalida de 2011 e 2012.
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