Quando
se trata da "crise da velha mídia" é preciso lembrar que ela é composta
por duas variáveis: é uma crise de financiamento, do tal "modelo de
negócios", e uma crise de credibilidade.
Ainda que não estejam isoladas, não são variáveis co-determinantes, isto é, não dependem uma da outra e não determinam uma à outra.
Ainda que não estejam isoladas, não são variáveis co-determinantes, isto é, não dependem uma da outra e não determinam uma à outra.
Enquanto a crise de financiamento é algo que se percebe em todos
os lugares, a crise de credibilidade é menos universal.
Aqui no Brasil, como muita gente acabou sendo expelida do mundo da velha mídia, e muita gente sequer chegou a entrar nele - por causa da crise de financiamento - essas mesmas muitas gentes têm o péssimo hábito de tentar confundir as duas coisas.
Do lado dos anti-PIG, há uma dose elevada de vitimização e
auto comiseração. Do lado do PIG (sim, ele existe, é parte da crise de
credibilidade), a saída emergencial, mas não definitiva, para a crise de
financiamento foi encontrada na produção de nichos de mercado (a Veja e
seu direitismo quase irracional sendo o exemplo perfeito e bem
acabado).
A turma do Fora do Eixo, conceitualmente instrumentalizada por um pierrelevismo pedestre, pensa que resolvendo a crise de
financiamento, pela somatória ilegítima de exploração de mais-valia
absoluta e "apropriação" de recursos públicos, resolve,
automaticamente, a crise de credibilidade.
Se fosse assim fácil, a "velha mídia" não teria sofrido uma das crises nem se metido na outra tentando resolvê-la.
Se fosse assim fácil, a "velha mídia" não teria sofrido uma das crises nem se metido na outra tentando resolvê-la.
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