Nosso
sistema político singular, a equivocracia, habituou-se a criar
exotismos. Tempos atrás, existia o "voto em trânsito". Por ele, o
sujeito fora de sua base eleitoral podia votar mesmo assim. Foi extinto.
Agora, a equivocracia, consubstanciada no híbrido Dudurina, acaba de
criar o partido-em-trânsito, ou melhor, a filiação-em-trânsito. Por meio
dela, você ingressa em um partido apenas porque não conseguiu criar o
seu tempestivamente. Equivocratas adoram titular tudo como "novo". Daí
terem chamado, algo prematuramente, a filiação em trânsito de "nova
política".
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