Há algo comum a praticamente todos os países que hospedaram os megaeventos globalizados dos últimos vinte e poucos anos: a decadência, a deterioração e, não raro, a falência total. Faz duas semanas, o El Pais falava sobre como Madrid se esfacelou pós-Olímpiadas; a Grécia, como a série de fotos procura exemplificar, foi pelo mesmo caminho.
Em geral, as cidades e o país, saem no lucro exatamente quando não ganham nada com os megaeventos.
Porque a regra é que não apenas não há vantagens, legados, e nenhuma das demais promessas é, de fato, cumprida.
Em sendo assim, é bastante razoável supor que o Brasil vá pelo mesmo caminho.
Como, a esta altura, é praticamente impossível recusar a realização da tal Copa do Mundo e das Olimpíadas (estas, quem sabe, ainda pudessem ir para outro lugar), parece bastante plausível começar a cobrar em todas as esferas do governo - federal, estadual e municipal - a elaboração de algum planejamento que vise, pelo menos, atenuar os efeitos deletérios quase certos que a ressaca dos megaeventos irá trazer. Porque a chance de nos juntarmos à sina dos gregos não é desprezível.
Nenhum comentário:
Postar um comentário